(Realizado em dezembro de 2025)
A 9ª edição da ManifeSP marcou um ponto de virada. Batizada como Encontro Internacional de Arte de Rua – 2026, a edição aconteceu em dezembro de 2025, na Praça do Kaleman, em Diadema, abrindo simbolicamente o ano seguinte e afirmando futuros possíveis para a arte de rua, a cultura periférica e os modos independentes de existir, criar e trabalhar.
O Kaleman, território de memória, luto transformado em luta e cultura viva, recebeu artistas locais, nacionais e internacionais em um encontro gratuito, aberto e familiar, reafirmando a rua como espaço legítimo de arte, formação, convivência e transformação social.
A edição reuniu múltiplas linguagens da arte de rua:
Cris SNJ – Rap nacional, clássicos e faixas novas, encerrando o encontro com força, verdade e presença histórica.
Anderson Malabarista – Número circense autoral com fogo, apresentado em casa, no Kaleman, em padrão internacional.
IsTo (Ismael Trabuco) – Performance híbrida, música, palavra, corpo e gesto; fundador e artista em cena.
3Visão – Graffiti ao vivo, representando a linha de frente das artes visuais urbanas.
Batalha do Kaleman – Rima livre, juventude, pensamento rápido e fortalecimento da cena local.
Davi Brasilidades – Música brasileira de rua, voz e violão, do samba-rock ao forró.
Kemet Unity Sound System – Cultura sound system, reverência africana, ocupação sonora do espaço público.
Lizzy Lu (@_liztagram) – Live painting internacional (EUA), conectando Diadema à Califórnia por meio da arte ao vivo.
Shauna Anseo – Artista muralista da Irlanda, somando internacionalmente ao encontro por meio de live art.
A 9ª ManifeSP também fortaleceu sua frente formativa, com destaque para a oficina esportiva realizada em parceria com o projeto Bem na Cesta, promovendo esporte, cuidado e convivência para crianças, adolescentes e adultos durante o evento. A quadra do Kaleman voltou a ser espaço de jogo, encontro e pertencimento.
Cerca de 100 pessoas circularam presencialmente ao longo do encontro, entre famílias, crianças, jovens, adultos e idosos.
Nas redes sociais e transmissões ao vivo, o alcance estimado foi de mais de 50 mil pessoas, levando o nome de Diadema a outros territórios, incluindo Califórnia e Europa, e reforçando a cidade como apoiadora e território fértil da arte de rua.
A edição foi atravessada por sentimentos de unidade, simplicidade, verdade e resistência.
A presença de crianças, famílias, artistas veteranos e novos talentos confirmou que a arte de rua segue sendo um espaço de encontro intergeracional.
O encerramento com Cris SNJ foi sentido como um rito: a pérola que fecha o ciclo. Rua à noite, roda formada, corpos atentos, emoção compartilhada. Um lembrete coletivo de que arte não é espetáculo distante, mas presença viva.
A 9ª ManifeSP reafirmou algo essencial:
a arte de rua não é apenas linguagem estética — é trabalho, sustento, cuidado, espiritualidade, formação e salvamento de vidas.